Estas são as últimas fotos tiradas da Pequena Agnes, que está agora com 11 meses. Fotos de 29/12/2005. Reparem na cor dos cabelos, são avermelhados e ao sol parece que a cabeça dela está acesa! RSRSRS. Desculpem aqualidade das fostos pois são fotos das fotos. rsrs assim que der prometo colocar mais fotos da minha Estrelinha.




Férias na Praia.

Vou contar pra vocês como começou a história da minha Pequena Agnes Luiza. Desconfiei que pudesse estar grávida alguns dias antes da data da minha menstruação, porém não dei muita bola pois estava apenas dois meses sem tomar comprimido. No dia 20/07/2004 fiz um teste de farmácia que deu positivo. Estava na casa da minha mãe que junto com meus irmãos fizera muita festa. Confesso que senti muito medo na hora, afina não estava querendo engravidar mas também não estava evitando. Lembro-me que era quase meio dia quando fiz o teste e ele pede que espere cinco minutos e acho que já havia passado quase meia hora quando ainda perguntava para minha mãe se o resultado não iria mudar rsrsrs. No dia seguinte fui fazer o BHCG pra ter certeza. E por volta das 16h a minha mãe pegou o resultado que não podia ser outro senão positivo. FOI UMA FESTA!!!!!!
Com 10 semanas de gestação fiz o primeiro Ultra, com um certo medo, confesso, de que desse alguma alteração, mas quando vi pela primeira vez o meu bebezinho lá tão pequenino e se mexendo tanto, não tive dúvidas já o amava e amaria de qualquer jeito, com ou sem pr5oblemas. Foi um momento maravilhoso.
FOTO DO ULTRA
Com o passar do tempo como é normal, a ansiedade foi aumentando. Senti meu bebe mexer pela primeira vez com 15 ½ semanas e foi um susto. Aquela sensação é inexplicável. Imensamente maravilhoso.
Com 20 semanas fiz um novo Ultra no qual saberia o sexo do bebê. Se fosse menino se chamaria Daniel Henrique e se fosse menina Agnes, não sabíamos ainda se o segundo nome seria Luiza ou Louise. Esperávamos que fosse um menino, pelo menos eu achava que esperava um menino. Imaginem quão grande a surpresa. ERA UMA LINDA MENINA. Levei um susto, mas meu marido, o papai Raphael disse já saber que era uma menina, apesar de nunca ter contado. Seu nome ficou sendo então AGNES LUIZA.

Nesse exame começou também outro problema um tanto sério. Descobrimos que ela tinha uma alteração no seu cordão umbilical. O cordão umbilical é formado por duas artérias e uma veia. A veia é responsável pelo transporte do sangue sujo para a placenta limpá-lo e devolver ao bebê pelas artérias. Minha filhinha possuía apenas uma artéria em seu cordão umbilical. A falta dessa artéria pode causar má formação interna e talvez até outros problemas, porém nunca soube ao certo pois há poucos conteúdos sobre esse assunto disponíveis, até na NET. Visto a importância disso e o que acarreta a falta disso e muito triste não encontrar nada que possa esclarecer nossas dúvidas ao certo. Bom, pelo que o médico que realizou o exame pode constatar estava tudo de acordo com o normal, porém seria aconselhável um acompanhamento mais detalhado. Imaginem como fiquei preocupada, afinal mãe de primeira viagem tem medo de tudo...
Tentamos não pensar muito nisso (o que é impossível), estávamos felizes por poder chamar nossa nenenzinha pelo nome e começamos a reformar seu quartinho, que ficou lindo.
Com 24 semanas mais ou menos levei o resultado da Ultra para o meu obstetra e falei pra ele o que o médico do ultra havia me dito e ele me disse que teria que pesquisar o assunto para poder me falar mas, com outras palavras ele quis me dizer “Não espere muito que seu bebê seja perfeito que há muita probabilidade de que não seja”. Imaginem como fiquei, pois meu médico tem m]uma bagagem muito grande e é um obstetra conceituado e bastante especializado. Fique arrasada. Sai do consultório chorando, cheguei em casa chorando e passei muito tempo chorando, estava desesperada. Pensava e se a minha filha não ouvir, ou não falar, ou não andar, ou não enxergar. E o pior não há nada que se possa fazer. Abracei meu marido, falei com a minha mãe, chorei muito, deixei todo mundo bem louco, rsrs. E acreditem, enquanto eu estava desesperada a minha pequena Agnes falava comigo (claro que só entendi depois que me acalmei). Ela mexia-se na minha barriga de um jeito diferente, forte, e por um longo período. Era como se quisesse me dizer, olha mamãe, eu me mexo e isso significa que vou andar e te escuto pois estou te respondendo, não se preocupe eu estou bem.
E foi nisso que me agarrei. Minha mãe pesquisou, e foi atrás de informações sobre esse problema, o que indicava que apesar dele existir, estava tudo correndo bem com a minha filha.
No dia 20/12/2004 fiz um Ultra com Doopler e Morfológico que tiraram mais dúvidas e nos tranqüilizaram quanto a mais um fato que vinha acontecendo. Estava perdendo o tampão da bolsa das águas. Não era hora ainda, estava com 27 semanas. Mas estava normal. Ela já pesava 976 gramas.
Fomos viajar nas férias em janeiro e as mesmas foram interrompidas, pois estava aumentando a quantidade da perda do tampão e a obstetra que me atendeu na maternidade disse que eu voltasse pra minha cidade pois não havia vaga na UTI se meu bebê nascesse. Que susto! Voltei na mesma hora e procurei o meu obstetra que ao me examinar me tranqüilizou e disse que ainda teria no mínimo mais um mês. Isso foi no dia 10/01/2005.
No dia 06/02/2005 senti que as contrações, que já sentia desde a 26ª semana, estavam aumentando mas ainda não eram doloridas demais, porém não queria ir ao médico. Então nesse mesmo dia conversei com a minha menina e pedi que se ela quisesse poderia nascer pois suas coisas já estavam prontas e que a mamãe ficaria feliz em ver sua carinha, porém pedi que não fizesse a mamãe sofre muito com as dores. Mal sabia eu o que me esperava e quão grande eram os perigos de se nascer prematuramente.
No dia 08/02/2005 minha mãe estava com dores nas costas e então fomos ao posto de saúde para ela consultar, como havia um obstetra lá, pedi para consultar e assim que entrei na porta ele me olhou e disse “seu bebê vai nascer hoje!” Não acreditei é claro, mas num exame mais completo ele confirmou sua suspeita. A altura do meu útero era de 28cm o que corresponde a sete meses de gestação, porém a dilatação era de 8cm e o colo estava apagado. Vocês tem noção do que é isso??? Eu não tinha afinal nunca tinha tido um filho. Ele queria que eu fosse imediatamente para a maternidade que fica a uns 20km da minha cidade na cidade vizinha. Queria que eu fosse de ambulância e eu muito da ingênua e com dores bem suportáveis me neguei pois ainda não tinha arrumado a bolsa da minha princesinha, como iria sem levar as coisas dela. E lá fui eu pra casa arrumar tudo. A minha mãe, do susto nem consultou mais e acho até que a sua dor passou. Fui para a maternidade o que levou ainda mais de uma hora (que Loucura).

Quando cheguei começou uma longa novela. Fiquei internada pelo SUS e a cada instante mudava o médico e cada instante uma nova conduta. A principio iria tomar duas injeções para o pulmão e tentar segurar o bebê, para isso. Porém quando se depararam com o problema da artéria começou um drama. No terceiro dia de internação fiz um novo ultra e um dos médicos obstetras, pois houve uma reunião com seis, falou pra minha mãe que o bebê teria que nascer pois muita coisa podia acontecer, poderia nascer já sem vida, ou perdê-la na hora do parto, como poderia ter que ir imediatamente para cirurgia e ficar na UTI pela prematuridade. Nesse novo ultra senti que me devolviam a vidinha da minha filhinha pois me disseram que ela pesava mais de 2k1/2 o que me satisfazia pois não teria que deixar meu bebê no hospital e ir pra casa afinal ela tinha peso. Não soube de todos esses perigos antes dela nascer pois como estava tranqüila minha mãe pediu que me poupassem de mais essa preocupação. No dia 11/02/2005 entrei no soro pra ativar as contrações. Inútil, pois como havia tomado muito remédio pra segurar o bebê não desenvolvia mais a dilatação. Na 3ª garrafa de soro, isso já no dia 12/02/2005 eu já estava desesperada pois a dor não aumentava e minha filha não nascia, (imaginem como a minha mãe não estava pois sabia da realidade) Minha mãe e meu marido passaram a noite no estacionamento do hospital aguardado os acontecimentos.

Então quando eram passadas das 07horas da manhã eu cantava a música Esperando na Janela do Cogumelo Plutão, que é a trilha sonora da minha gravidez e conversava com minha filha quando de repente estourou a bolsa e começaram as dores. Avisei primeiro a minha mãe e depois as enfermeiras, rsrs. E quando eram 7h e 57min veio para a Luz a minha Estrelinha. Ela não chorou assim que nasceu e eu como tinha lido pensava, ela não se assustou com o mundo aqui fora que bom. E logo ela solta um chorinho bem pequeno, quase um miado de gato, Rsrs. Ela pesou 2k060g e com a graça do bom Deus era forte e não precisou de UTI. Foi o dia mais feliz da minha vida. O meu coração estava batendo fora de mim. Tão pequena e tão frágil, ali, dependendo do meu amor pra viver. EU ESTAVA BOBA!!




Fomos para a casa no dia 14/02/2005. aí outra luta. Ela não mamava. Meu seio empedrou e a minha pequena dormia com fome. Com três dias ela pesava 1k940g e corria o risco de ter hipoglicemia. Demorou mas ela começou a mamar.


Enfrentamos muitos problemas pois ela não engordava, com um mês pesava apesar 2k240g, muito pouco pois bebês prematuros tem que ganhar peso rápido. Era um sofrimento ela mamava muito porém não engordava. Tive que complementar com NAN. Era muito triste para a mamãe ter que dar a mamadeira!

MAIS ALGUNS MOMENTOS DA MINHA VIDA PARA VOCÊS!!



































EU|
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